Juiza desbloqueia bens dos investigados na Operação Condotieri



Segundo a Polícia Federal, Rodrigo Moreira e mais de 40 envolvidos tiveram R$ 420 mil em bens e valores em conta bancária bloqueados por determinação da Justiça Federal


Foto : Divulgação/ PF
Por Alexandre Galvão no dia 25 de Outubro de 2018 
Reprodução: A TRIBUNA ITAMARAJU

A juíza Arlinda Souza Moreira desbloqueou os bens do vereador afastado de Vitória da Conquista, Rodrigo Oliveira da Silva Moreira. De acordo com a decisão, "outros" investigados também tiveram bens liberados, o nome deles, no entanto, não aparece no despacho. 
A magistrada determina que os valores retornem para as contas dos arrolados na investigação por meio de "saque direto ou transferência".
Segundo a Polícia Federal, Moreira e mais de 40 envolvidos  tiveram R$ 420 mil em bens e valores em conta bancária bloqueados por determinação da Justiça Federal.
Os valores, diz a polícia, são referentes a transações ilegais da campanha eleitoral que elegeu Moreira, filho do ex-presidente da Câmara, Gilzete Moreira, envolvido no esquema, assim como o advogado Matheus Moreira, irmão do vereador e que também já foi coordenador da 4ª Ciretran.
Além do vereador Rodrigo Moreira, do pai e do irmão estão envolvidos no esquema o assessor de um deputado federal, um ex-deputado estadual da Bahia, assessores, o ex-diretor do 4º Ciretran Javan Rodrigues, membros da empresa Socializa, que administra o novo presídio de Vitória da Conquista e sócios administradores do consórcio Zona Azul, responsável pelos estacionamentos no trânsito da cidade.
Operação Condotieri, deflagrada pela PF, apurou crimes eleitorais. Conforme a PF, o vereador, então candidato, oferecia empregos no novo Presídio de Vitória da Conquista, que estava prestes a ser inaugurado, em troca de apoio na campanha e em troca de votos.
As investigações apontam ainda que a organização criminosa utilizou a estrutura de outros órgãos públicos, como o Detran e a Zona Azul, para o mesmo fim, bem como omitiu receitas e falsificou recibos entregues na prestação de contas à Justiça Eleitoral. Os investigados se serviram de pelo menos duas empresas de "fachada" para emissão de notas "frias", que eram utilizadas para a prestação das contas.

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