MST da Bahia realiza primeira formatura de pós-médio em Agroecologia



22 jovens e adultos concluíram Curso Técnico em Agroecologia no Extremo Sul da Bahia
Por: coletivo estadual de comunicação 

Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egidio Brunetto (EPAAEB)

Aconteceu, no último sábado, 20 de outubro, um momento importante para o MST da Bahia e, especialmente, para a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egidio Brunetto (EPAAEB), com a formatura da primeira turma do Pós-Médio em Agroecologia, em parceria com o Centro Territorial de Educação Profissional (CETEPS) anexo do município de Prado, Extremo Sul baiano.

22 novos(as) Técnicos(as) em Agroecologia colaram grau em cerimônia realizada nas dependências da EPAAEB 

 Depois de um ano de curso com carga horária de 1.800 horas em regime de alternância, 22 novos(as) Técnicos(as) em Agroecologia colaram grau em cerimônia realizada nas dependências da EPAAEB. Sua missão é contribuir nos assentamentos e acampamentos a partir dos pilares que norteiam essa prática: agrofloresta, soberania alimentar e manejos estruturantes. Por isso, escolheram Raízes da terra como o nome da turma, por estar afinado aos preceitos da agroecologia.
 Compuseram a mesa de cerimonial a coordernadora da EPAAEB, Eliane Kay, o diretor do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep), Petrônio Bonfim, a representante do Setor de Educação Regional, Gabriela Melo, o diretor do Núcleo Territorial de Educação, Agnaldo Leal, a coordenadora pedagógica do curso, Valdete Oliveira, o dirigente regional do MST, Paulo Cesar, e a dirigente da Brigada Olga, Maristela Cunha. A paraninfa escolhida pela turma foi Delzuita, e o patrono foi Evanildo Costa. Diversas autoridades e lideranças políticas prestigiaram o evento, além de amigos e familiares dos(as) formandos(as).
Durante o curso, os(as) educandos(as) tiveram a oportunidade de aprender mais sobre  agroecológia e aprofundar seus conhecimentos das técnicas da agricultura e seus sistemas, além de entrar em contato com experiências de outros países, por métodos como “camponês a camponeses”.
 Para Dionara Ribeiro, coordenadora pedagógica da EPAAEB, "a escola e a universidade são espaços de formação humana voltados para as questões sociais. Nosso objetivo é contrapor a agroecologia a esse modelo de agricultura do agronegócio".
 Por ser a primeira, a turma Raízes da Terra carrega a tarefa de construir agroecologia em todos os espaços que ocuparem. Eles e elas são fruto da utopia da classe trabalhadora, da educação do campo e da reforma agrária.
Neuza de Jesus, formada pelo curso, salienta: “Somos o exército da Via Campesina, em especial do MST. Precisamos carregar conosco a formação técnica e a formação política adquiridas nesse processo de um ano. Estaremos sempre a serviço de uma causa e a nossa causa aqui é a agroecologia, a educação, a formação e a transformação social.”
Dionara Ribeiro completa, afirmando: “Temos a certeza de dever cumprido. Sairão profissionais comprometidos(as) com agroecologia e a transformação social e preparado(as) para encarar qualquer obstáculo posto para eles e elas.”Após a solenidade de colação de grau, houve confraternização e jantar entre amigos(as) e convidados(as) e show ao vivo.

Por: coletivo estadual de comunicação -Fotos: Nai Borges e Ida Santiago/ Postado por: Edmilson Ciriacco-A Tribuna Itamaraju


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